Ação busca pressionar pautar impeachment de Moraes e anistia a presos de 8 de janeiro
As bancadas do PL organizam uma escala de fim de semana para manter a ocupação dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O movimento busca pressionar os presidentes das Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), a abrir diálogo com a oposição.
A ocupação foi iniciada após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os parlamentares pedem a aprovação do chamado “pacote da paz”, que inclui a anistia a presos de 8 de janeiro e o impeachment do ministro.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que não comparecerá à reunião proposta por Hugo Motta. Segundo ele, a ocupação continuará por tempo indeterminado. “Nós fomos enrolados os cinco primeiros meses pelos presidentes, chegamos ao nosso limite. Precisamos de uma solução para pacificar o Brasil e retomar as prerrogativas do Congresso e, para isso, precisamos dos presidentes Motta e Alcolumbre”, afirmou à CNN.
Líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas (PL-DF) também condicionou a participação no colégio de líderes à exclusão de governistas. “Vamos para a reunião se for apenas com a oposição. Com os governistas vai virar bate-boca, e isso não adianta. Queremos que Davi paute o impeachment de Moraes e, na Câmara, que Hugo paute a anistia”, declarou.
Izalci afirmou que a oposição já reuniu 38 das 41 assinaturas necessárias para apresentar o pedido de impeachment, mas a decisão depende de Alcolumbre. Questionado sobre a reação do governo à taxação imposta pelos Estados Unidos, o senador minimizou: “Taxação é problema do Executivo. Esse discurso de patriotismo não pega com esse governo. O Trump não faria isso só por causa do Bolsonaro”.
Deputados e senadores da oposição seguem ocupando as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. O movimento permanece ativo enquanto os líderes aguardam resposta formal dos presidentes das duas Casas.
