Mesmo com a ofensiva do Palácio do Planalto para desmobilizar parlamentares da base aliada, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou à CNN nesta segunda-feira (15) que o número de assinaturas pelo requerimento de urgência do projeto de anistia permanece inalterado.
“Mesmo com notícias de pressão no governo, ninguém retirou assinaturas neste fim de semana. Continuo com 265 assinaturas”, disse o parlamentar à CNN.
O número atual representa oito apoios além do mínimo necessário (257) para a urgência ser aprovada, o que tem gerado apreensão entre os oposicionistas, temerosos com eventuais desistências.
Parte das assinaturas é de deputados que integram a base do governo, o que gerou desconforto no Planalto e entre aliados que se recusaram a endossar o pedido.
Apesar de contar com as assinaturas mínimas, a tramitação em regime de urgência não é automática. A decisão de pautar ou não o requerimento cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem mais de 2 mil pedidos semelhantes parados, alguns desde legislaturas anteriores.
O histórico recente reforça essa incerteza. Em fevereiro, por exemplo, a urgência foi concedida para votar a criação do “Dia do Axé”, antes do Carnaval, o que gerou críticas por priorizar temas simbólicos em detrimento de pautas mais relevantes.
A insatisfação entre parlamentares do PL com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, é crescente.
“O Hugo Motta agradou a esquerda; o Judiciário; quando ele vai agradar o maior partido da Casa?”, questiona a liderança da legenda, que conta atualmente com 92 deputados federais.
