Dirigente cita nomes da área de segurança e garante que o partido vai oferecer “uma alternativa real ao cidadão”
Durante o programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube nesta quarta-feira (5), o presidente do PL do Rio de Janeiro, Bruno Bonetti — suplente do senador Romário (PL-RJ) — comentou sobre os possíveis nomes internos que podem disputar o governo do estado em 2026.
Segundo Bonetti, a direita ainda não apresentou um nome consolidado para enfrentar o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) — o qual estuda se candidatar ao governo estadual —, nas próximas eleições, mas o partido trabalha para construir uma candidatura forte e competitiva.
“A direita possui e continuará a apresentar excelentes opções para oferecer uma alternativa ao cidadão fluminense em 2026”, afirmou Bonetti.
Entre os nomes que despontam no partido, o dirigente citou figuras ligadas à área de segurança pública, como o comandante da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), coronel Marcelo Menezes, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, e o secretário de Segurança Pública, Victor Santos.
“Todos mostraram um extremo conhecimento técnico no manejo da questão da segurança pública. E, no Rio de Janeiro, a grande demanda do cidadão é por segurança”, observou.
Além deles, Bonetti mencionou parlamentares do PL com potencial de candidatura, como os deputados federais Sóstenes Cavalcante, Eduardo Pazuello e Carlos Jordy, além dos estaduais Alan Lopes, Filippe Poubel e Anderson Moraes.
“O PL tem um plantel de bons nomes para oferecer ao cidadão fluminense em outubro do ano que vem”, reforçou.
Apesar da lista de possibilidades, Bonetti ressaltou que o partido está aberto a dialogar com aliados da direita, indicando que o nome que representará o campo conservador não precisa, necessariamente, ser filiado ao PL.
Possível nome até o início de 2026
O presidente estadual do PL afirmou que os rumores sobre uma possível aproximação entre o partido e Paes “carecem de fundamento”.
Além disso, adiantou que o partido deve realizar uma ampla pesquisa até o início de 2026 para definir o nome que representará o PL nas eleições estaduais.
A decisão será tomada em conjunto com as principais lideranças da sigla — Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e Altineu Côrtes.
“Esperamos que até o começo do ano já tenhamos um nome bem encaminhado”.
“Distorções sobre as ações do governo”
O assessor especial do gabinete do governador Cláudio Castro (PL), Tadeu Vieira, também participou do debate e afirmou que há uma “injusta distorção na percepção pública” sobre as ações de segurança e as decisões estratégicas do governo estadual.
“A população muitas vezes desconhece as restrições impostas pela ADPF 635, a chamada ‘ADPF das Favelas’, que desde 2020 limita as operações em comunidades e exige autorização judicial em situações específicas”, explicou.
Vieira destacou que, mesmo diante dessas limitações, o governo tem obtido resultados expressivos no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
O assessor também rebateu críticas recentes dirigidas ao governador e à sua postura no enfrentamento à violência. Segundo ele, há interpretações mal-intencionadas sobre o momento e o conteúdo das medidas anunciadas por Castro.
“O governador não age por impulso nem por cálculo eleitoral. Ele age por convicção e compromisso com a segurança da população. A crítica é fácil, mas é preciso reconhecer que o estado vem avançando em áreas que antes estavam abandonadas pela gestão pública”, disse Vieira.

Dantas questiona atuação de ministra do TSE
O apresentador Claudio Dantas encerrou o programa levantando uma questão sobre o julgamento da cassação de Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dantas chamou atenção para o fato de a ministra relatora Isabel Gallotti estar sendo investigada em um inquérito conduzido pelo ministro Cristiano Zanin, que apura supostas irregularidades envolvendo a venda de sentenças.
“É preocupante que, enquanto seu gabinete é alvo de investigação policial, a ministra continue a exercer suas funções. Ministros sob investigação deveriam se declarar impedidos de participar de julgamentos tão sensíveis”, afirmou o jornalista.
