PL articula palanques estaduais para impulsionar candidatura de Flávio - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PL articula palanques estaduais para impulsionar candidatura de Flávio

Partido quer presença em todas as disputas majoritárias e aposta em alianças regionais

A estratégia envolve diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Redação

O PL iniciou uma ofensiva nacional para garantir presença nas chapas majoritárias em todos os estados com o objetivo de dar sustentação à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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A orientação às direções estaduais é assegurar, ao menos, um nome do partido concorrendo ao governo ou ao Senado em cada unidade da federação, criando palanques que reforcem a campanha do parlamentar. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A estratégia envolve diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável por indicar candidatos ao Senado, e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, que conduz as definições para os governos estaduais.

Definições já encaminhadas

Em Santa Catarina, Bolsonaro optou por uma chapa exclusivamente do PL para o Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. A decisão contraria parte dos aliados locais e dificulta a composição com o PP no estado.

Já em Goiás, o escolhido foi o deputado Gustavo Gayer. A segunda vaga ao Senado deve ficar sob influência do governador Ronaldo Caiado, que também é pré-candidato à Presidência. A leitura interna é de que a costura pode facilitar eventual apoio a Flávio ainda no primeiro turno ou numa possível segunda rodada da disputa.

São Paulo e o impasse na direita

No maior colégio eleitoral do país, São Paulo, o partido busca espaço na chapa que tentará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. O acordo já prevê a candidatura ao Senado do deputado Guilherme Derrite, filiado ao PP.

O PL, por sua vez, estuda lançar um nome próprio para a segunda vaga ao Senado e pleiteia também a indicação para vice na chapa estadual. O cenário, porém, é de fragmentação na direita paulista, especialmente após o deputado Ricardo Salles anunciar que disputará o Senado.

Minas e a tentativa de atrair aliados

Em Minas Gerais, o desenho permanece indefinido. O vice-governador Matheus Simões pretende concorrer ao Executivo estadual com apoio ao governador Romeu Zema na corrida presidencial. Nos bastidores, Flávio tenta convencer Zema a compor como vice em sua chapa nacional.

Outra possibilidade no estado envolve o senador Cleitinho, que busca se consolidar como nome alinhado ao bolsonarismo. Diante das incertezas, chegou-se a cogitar o lançamento do deputado Nikolas Ferreira ao governo mineiro para assegurar palanque próprio, hipótese que não prosperou.

Alianças e cálculo eleitoral

O partido também trabalha para ampliar o arco de alianças com legendas de centro-direita. Há negociações com a federação União Progressista (formada por PP e União Brasil) e conversas para atrair o Republicanos a uma coligação nacional.

A avaliação interna é que, mesmo onde o PL não encabeçar a disputa ao governo, é essencial ter candidato ao Senado para manter visibilidade e reforçar o número 22 nas campanhas estaduais. Em alguns estados, a direção admite a possibilidade de múltiplos palanques alinhados a Flávio, como forma de ampliar capilaridade.

No Mato Grosso, por exemplo, a intenção é lançar o senador Wellington Fagundes ao governo, diferentemente de 2022, quando a sigla apoiou candidatura de outra legenda.

Já em Pernambuco, o foco pode ser exclusivamente o Senado, com a eventual candidatura do ex-prefeito Anderson Ferreira, numa tentativa de garantir representação em um estado historicamente favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Projeção para 2026

Dirigentes avaliam que o partido terá desempenho mais robusto nas disputas estaduais em 2026 do que na eleição anterior, quando lançou candidatos ao governo em 12 estados e conquistou dois Executivos.

A fragmentação das candidaturas de oposição no primeiro turno é vista como administrável pela cúpula da legenda, que aposta em eventual reunificação no segundo turno em torno do nome mais competitivo contra Lula. Nesse cenário, a montagem antecipada de palanques regionais é tratada como peça central da estratégia nacional.

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