PKK declara cessar-fogo após 40 anos de insurreição na Turquia - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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PKK declara cessar-fogo após 40 anos de insurreição na Turquia

PKK declara cessar-fogo após 40 anos de insurreição contra a Turquia
Foto: Hüseyin Sevgi/Pixabay

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Após 40 anos de insurgência, o grupo terrorista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciaram um cessar-fogo na Turquia após o líder Abdullah Öcalan, preso desde 1999, apelar ao desarmamento. O conflito, iniciado em 1984 com o objetivo de criar um Estado curdo, matou cerca de 40 mil pessoas.

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O PKK declarou  que “nenhuma das nossas forças entrará em ação armada, a menos que seja atacada”, visando implementar o Apelo à Paz e à Sociedade Democrática do Líder Apo.

Originalmente, o PKK buscava um Estado curdo, mas passou a exigir maior autonomia. Este cessar-fogo é o 1º avanço desde a interrupção do processo de paz com Ancara em 2015. Após visita de políticos curdos, Öcalan pediu a deposição das armas e a dissolução do PKK.

O grupo afirmou no sábado, 1º de março, que “cumprirá os requisitos do apelo”, desde que a política democrática e as bases legais sejam adequadas.

Além disso, o PKK pediu a libertação de Öcalan para liderar um congresso de desarmamento e mencionou a pressão sobre o Partido Democrático dos Povos (HDP), com destituições de presidentes de câmara. O esforço de paz, iniciado por Devlet Bahceli, sugere que Öcalan poderia ser libertado se o PKK renunciasse à violência. Erdoğan afirmou que a mensagem de Öcalan marca uma “nova fase” nos esforços de paz, visando superar o “muro de terror” entre turcos e curdos.

Alguns acreditam que o objetivo seja garantir apoio curdo para uma nova constituição que permita a Erdoğan permanecer no poder após 2028. Bahceli indicou que isso é crucial para o futuro da Turquia, e Erdoğan e Bahceli buscam apoio parlamentar do partido curdo DEM. Sirri Sureyya Onder, do DEM, disse que “haverá reuniões na próxima semana” e espera que o processo se resolva em três meses.

Embora Öcalan, de 75 anos, ainda tenha grande influência, a liderança do PKK está nas mãos de figuras que se refugiaram no norte do Iraque. O governo turco insiste que todos os grupos associados ao PKK devem se dissolver.

Nos últimos anos, o PKK se limitou a ataques isolados, enquanto o exército turco, com drones, empurra os rebeldes para o Iraque.

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