Com pior marca em 20 anos, chuvas em MG já causaram 85 mortes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Com pior marca em 20 anos, chuvas em MG já causaram 85 mortes

Zona da Mata concentra maioria das vítimas, com 72 óbitos confirmados

A tragédia tem como epicentro a Zona da Mata. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil.

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Por Redação

Minas Gerais atravessa o período chuvoso mais mortal das últimas duas décadas. Desde 1º de outubro, 85 pessoas perderam a vida em decorrência de deslizamentos e enchentes, conforme balanço da Defesa Civil estadual. O número já ultrapassa o total registrado entre setembro de 2019 e março de 2020 — até então o mais grave da série histórica recente — quando 74 mortes foram contabilizadas.

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A tragédia tem como epicentro a Zona da Mata. Somente em Juiz de Fora e Ubá, 72 mortes foram confirmadas após os temporais que atingiram a região a partir de 23 de fevereiro.

Em Juiz de Fora, 65 pessoas morreram. As buscas foram encerradas no sábado (28), após a localização do corpo de uma criança de 9 anos no bairro Paineiras. Segundo a prefeitura, 8.584 moradores estão desabrigados ou desalojados, e 2.666 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil municipal.

Diversas vias seguem interditadas, enquanto frentes de trabalho iniciaram a limpeza de bairros afetados no domingo (1º).

Já em Ubá, sete mortes foram confirmadas e uma pessoa permanece desaparecida. O Corpo de Bombeiros procura um homem de 50 anos levado pela enxurrada. De acordo com a administração municipal, 4.480 pessoas estão desalojadas e 27 foram acolhidas em abrigo temporário.

Fora da Zona da Mata, também houve registros de mortes relacionadas às chuvas em municípios como Eugenópolis (4), Sabará (1), São Thomé das Letras (1), Pouso Alegre (1), João Pinheiro (1), Santa Rita de Caldas (1), Muriaé (1), Santana do Riacho (1) e Porteirinha (1).

O cenário atual contrasta com a tendência de queda observada nos últimos anos. No período chuvoso de 2023/2024, por exemplo, o estado havia registrado seis mortes — redução de 91% em comparação ao ciclo mais crítico anterior.

Neste momento, as Defesas Civis municipal, estadual e federal concentram esforços na vistoria de imóveis localizados em áreas de risco e pedem que moradores sigam as orientações oficiais. A Polícia Militar anunciou reforço no patrulhamento de casas atingidas ou ameaçadas, além da segurança nos abrigos.

A Polícia Civil atua em três frentes principais: liberação e identificação de corpos para as famílias, mutirões para emissão de documentos perdidos nas enchentes e combate a golpes.

A corporação alertou para o risco de fraudes em campanhas de arrecadação e recomendou que doações, especialmente via Pix, sejam feitas apenas por canais oficiais indicados pelas prefeituras.

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