PGR se opõe à prisão domiciliar de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PGR se opõe à prisão domiciliar de Bolsonaro

Órgão afirma que não há requisitos legais nem fundamentos humanitários que justifiquem a concessão do benefício ao ex-presidente

Bolsonaro cumpre pena em regime fechado no Distrito Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou nesta sexta-feira (20) contra o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

No parecer, o órgão afirma que não estão presentes os requisitos que autorizem a concessão da medida por razões humanitárias.

“A manifestação é pela não concessão de prisão domiciliar humanitária a Jair Messias Bolsonaro”, registra o documento.

Bolsonaro cumpre pena em regime fechado no Distrito Federal. A solicitação foi protocolada no âmbito da execução penal relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que a jurisprudência da Corte admite a prisão domiciliar apenas em situações excepcionais, quando o tratamento médico indispensável não pode ser oferecido na própria unidade de custódia.

A defesa alegou problemas de saúde para fundamentar o pedido. Segundo Gonet, porém, não houve alteração substancial no quadro que justifique a mudança de regime. Ele destacou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — conhecido como Papudinha — dispõe de assistência médica 24 horas e conta com suporte de unidade avançada do Samu.

Diante disso, afirmou que “permanece incólume o entendimento jurisprudencial do STF”, que restringe o benefício a casos em que não haja condições adequadas de atendimento no local de cumprimento da pena.

A decisão caberá agora ao relator.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade