Indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva, peculato e associação criminosa, o deputado federal André Janones ganhou um presentão da Procuradoria Geral da República. Ele poderá assinar um acordo de não persecução penal, o que levará ao arquivamento do inquérito em troca da confissão do crime e do pagamento de multa, além do cumprimento de outras obrigações legais. As condições serão negociadas em 60 dias.
Para a PF, o deputado seria “o eixo central em torno do qual toda a engrenagem gira”. A investigação se baseou em áudio no qual Janones pede a assessores o repasse de parte de seus salários para compensar os gastos que teve durante a eleição. Os investigadores descobriram ainda que parte desse dinheiro era repassado indiretamente, por meio do pagamento de faturas de um cartão de crédito em nome de um assessor.
Chama a atenção a decisão da PGR, que, antes de decidir sobre o oferecimento do acordo, havia solicitado ao Supremo as quebras dos sigilos bancário e fiscal do deputado, diante das evidências de crime. Eleito em 2022, Janones atuou também como coordenador da estratégia digital da campanha de Lula.
