Investigação sobre informações protegidas por sigilo na gestão Lula foi encerrada sem divulgação de justificativa
Em decisão sigilosa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou a investigação que apurava a sonegação de informações pela Presidência da República sobre gastos do presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva, além de registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio do Planalto.
O inquérito havia sido aberto pelo Ministério Público Federal há cerca de um ano para apurar a adoção de sigilos e a negativa de fornecimento de dados na atual gestão. Em fevereiro de 2025, a Veja informou que o caso estava na assessoria criminal do gabinete do procurador-geral Paulo Gonet, em razão de envolver o chefe do Executivo.
Desde então, o procedimento não teve novos desdobramentos. Na virada do ano, o arquivamento foi decidido de forma monocrática no gabinete de Gonet. A justificativa da decisão também foi classificada como sigilosa.
A apuração tratava de questionamentos sobre a aplicação do sigilo de 100 anos a informações da Presidência, incluindo a quantidade de assessores à disposição da primeira-dama, gastos com alimentação no Palácio da Alvorada, uso do helicóptero presidencial e registros de visitas de familiares do presidente.
Em fevereiro de 2025, a CNN informou que procuradores haviam solicitado esclarecimentos formais à Presidência. À época, o governo declarou estar “absolutamente seguro quanto à regularidade e transparência dos atos” e afirmou que prestaria todas as informações requisitadas.
Com o arquivamento, a investigação foi encerrada sem divulgação pública dos fundamentos adotados pela Procuradoria-Geral da República.
