Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, revelaram à CNN que a investigação contra o deputado licenciado pode ser o fio que faltava para colocar seu nome no centro do inquérito que atinge Jair Bolsonaro e outros aliados.
Embora Eduardo tenha ficado de fora da primeira leva de denúncias, a nova apuração sobre sua articulação por sanções internacionais contra ministros do STF, membros da Polícia Federal e o próprio Gonet acendeu o alerta. Para a PGR, há elementos suficientes para vinculá-lo à ofensiva contra as instituições democráticas. A estratégia é clara: abrir uma nova denúncia, evitando a inclusão dele na ação já em curso para não atrasar o processo e o julgamento.
O próprio Gonet deixou evidente sua linha de atuação ao afirmar que Eduardo “se dedica com denodada diligência, o intuito de impedir, com a ameaça, o funcionamento pleno dos Poderes constitucionais do mais alto tribunal do Poder Judiciário, da Polícia Federal e da cúpula do Ministério Público Federal, com isso atentando contra a normalidade do Estado democrático de direito”.
Para ele, a ameaça de “pena de morte civil internacional” contra autoridades do país é um ato grave e merece ser enquadrado no crime de abolição do Estado Democrático de Direito.
A penalidade prevista para o crime de abolição do Estado Democrático de Direito, que Gonet quer incluir na nova denúncia, é mais pesada do que as outras acusações já feitas contra o deputado, como coação no curso do processo e obstrução de investigação penal.
