Laudo sobre Alzheimer será usado por Moraes para decidir pedido de prisão domiciliar
A Polícia Federal pediu nesta quarta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mais prazo para concluir a perícia médica realizada no general Augusto Heleno. O exame apura a existência e o estágio de Alzheimer, informação usada para analisar pedido de prisão domiciliar.
Médicos da PF realizaram as avaliações na sexta-feira (12). O laudo deveria ser entregue nesta quarta (17), mas a corporação informou que a defesa apresentou novos documentos na véspera da diligência. Com isso, a conclusão foi adiada para 26 de dezembro.
O resultado da perícia é necessário para que Moraes decida sobre o pedido dos advogados para que Heleno cumpra a pena de 21 anos em regime domiciliar. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou favoravelmente à medida, considerando a idade e o quadro de saúde do general.
Em ofício enviado ao STF, a PF afirmou que o perito responsável solicitou mais tempo para analisar os novos elementos apresentados pela defesa, citando a complexidade do material juntado aos autos.
Moraes determinou a realização da perícia após apontar informações divergentes sobre o diagnóstico. Em depoimento após a prisão, durante exame de corpo de delito, Heleno afirmou conviver com Alzheimer desde 2018. Posteriormente, a defesa informou que exames foram realizados em 2024 e que a confirmação do diagnóstico ocorreu apenas em janeiro de 2025.
A perícia avalia memória, funções cognitivas e eventual grau de limitação funcional decorrente das doenças apontadas.
