PF mira Antônio Doido por corrupção e lavagem de dinheiro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PF mira deputado Antônio Doido por corrupção e lavagem de dinheiro

Antônio Doido é alvo da PF por corrupção e lavagem de dinheiro
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Agentes da PF cumprem 31 mandados de busca e apreensão

O deputado federal Antônio Doido (MDB) é alvo da Polícia Federal (PF) nesta manhã (16) na Operação Igapó, que investiga corrupção praticada por organização criminosa composta por agentes públicos e privados.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Agentes da corporação cumprem 31 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do STF, no Pará e no DF.

Segundo a PF, os investigados teriam o objetivo de “desviar verbas públicas por meio de fraudes em processos de licitação, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio”.

De acordo com o g1, durante a ação desta manhã, Antônio Doido chegou a jogar o celular pela janela para evitar que fosse retido pelos policiais.

No início deste mês, a Justiça Eleitoral declarou o parlamentar inelegível por 8 anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. O TRE-PA concluiu que ele “utilizou recursos públicos provenientes de emendas parlamentares para promover sua imagem e influenciar o eleitorado, caracterizando abuso de poder político”.

A PF informou que, na ação de hoje, “estão sendo apurados os delitos de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

Doido e a COP30

Em agosto, Dino autorizou a abertura de inquérito para apurar suposta organização criminosa no Pará, apontando Doido como líder do esquema que teria usado policiais para saques milionários, cometido crimes eleitorais e desviado recursos de licitação de R$ 142 milhões para obras da COP 30.

O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 26 de fevereiro, e o inquérito foi aberto em março. Segundo a PGR, há indícios de que o deputado federal comanda a organização.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade