Ministro autoriza PF a pedir novas quebras de sigilo no caso do Master
Dias Toffoli deu 30 dias para a Polícia Federal (PF) colher depoimentos dos investigados no caso do Banco Master e das autoridades do Banco Central (BC) que conduziram as investigações sobre a instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo a decisão do ministro do STF, a PF também poderá requisitar informações a órgãos envolvidos e solicitar novas quebras de sigilo telefônico.
No início deste mês, Toffoli determinou que a investigação sobre o Banco Master passe a tramitar no Supremo, e não mais na Justiça Federal de Brasília, devido à citação de um deputado federal, que possui foro privilegiado.
Em novembro, Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada para apurar concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo BRB. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Entre os investigados estão, além de Vorcaro, os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco.
Toffoli no jatinho com advogado do caso Master
O ministro do STF assumiu, em 3 de dezembro, o controle sobre a investigação da PF que mira Vorcaro e o Banco Master. Com a decisão, Toffoli concentrou na Corte a competência para avaliar e autorizar qualquer procedimento futuro relacionado ao inquérito.
Pouco antes de proferir a decisão, Toffoli viajou a Lima, no Peru, em um jatinho privado do empresário Luiz Oswaldo Pastore, para assistir a final da Libertadores. O advogado Augusto Arruda Botelho, responsável pela defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Master, também estava no voo.
