PF investiga se Fernando Bezerra usou posto para movimentar emendas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PF investiga se Fernando Bezerra usou posto para movimentar emendas

Defesa afirma que recursos foram aplicados com “lisura” e nega irregularidades

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Redação

A Polícia Federal investiga se o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) utilizaram empresas privadas, entre elas um posto de combustíveis e uma concessionária, para receber ou movimentar recursos provenientes de emendas parlamentares. As informações são do jornal O Globo.

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A apuração tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e levou à expedição de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino na última quarta-feira (25).

Segundo a representação da PF, verbas indicadas pelos parlamentares abasteceram contratos firmados com a Liga Engenharia, empresa ligada a familiares do ex-senador.

Parte dos repasses teve origem em convênios celebrados entre a Prefeitura de Petrolina e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). À época, o município era administrado por Miguel Coelho, filho de Bezerra.

De acordo com os investigadores, após o ingresso dos valores na construtora, houve transferências ao Posto Petrolina, pertencente à família da esposa do ex-prefeito.

No documento enviado ao Supremo, a PF afirma que “não há como se descartar a hipótese de que tal dinâmica esteja sendo empregada para a restituição de recursos públicos em favor da família que foi a responsável pela disponibilização dos recursos em primeiro lugar”.

A defesa dos dois parlamentares informou que ainda não teve acesso integral aos autos, mas declarou que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento”.

A nota acrescenta: “Todos os fatos serão devidamente esclarecidos e, ao final, ficará demonstrado que não há qualquer conduta ilícita praticada pelos investigados”.

Os advogados também ressaltaram que a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra os mandados solicitados pela Polícia Federal.

Outro eixo da investigação envolve a concessionária Bari Automóveis. Relatórios apontam “elevadas movimentações de dinheiro em espécie” e operações fracionadas.

Em nota, a empresa declarou que Bezerra e seus filhos “nunca foram sócios, formais ou ocultos, nem tampouco detêm qualquer poder ou ingerência sobre a referida empresa” e que “não há, portanto, qualquer elemento que permita inferir qualquer conduta ilícita da empresa e de seus sócios”.

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