PF faz operação contra desvios milionários em hospitais
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

PF faz operação contra desvios milionários em hospitais públicos

PF faz operação contra desvios milionários em hospitais públicos
Foto: Divulgação/PF

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Ação da PF bloqueou R$ 22,5 mi e apreendeu de 53 veículos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (25) a Operação Paralelo Cinco contra organização criminosa acusada de desviar milhões de reais de recursos públicos da saúde em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

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A ação, com apoio do Tribunal de Contas do Estado do RS (TCE/RS) e da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nos três estados.

As medidas incluem sequestro de 14 imóveis, apreensão de 53 veículos e uma embarcação, além de bloqueio de mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias. Outras restrições atingem os 20 alvos da ação de hoje: afastamento de funções, suspensão de atividades econômicas, proibição de acesso a órgãos públicos e contato entre eles.

O Juízo das Garantias da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento determinou ainda a nomeação de interventores nos hospitais municipais de Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP).

Segundo a PF, inquérito aberto em janeiro de 2024 revelou que empresários de Porto Alegre assumiram a gestão dos hospitais de Jaguari e Embu das Artes, recebendo mais de R$ 340 mi em repasses municipais, estaduais e federais entre 2022 e agosto de 2025, destinados ao custeio de serviços de saúde.

As investigações da corporação apontam um esquema de desvios via empresas de fachada e entidades interpostas, usadas para emitir notas fiscais falsas e ocultar o destino dos recursos. Os valores eram pulverizados em contas de pessoas físicas e jurídicas sem vínculo com os serviços, beneficiando os gestores.

A PF detectou também saques diretos das contas-convênio para despesas pessoais: salários a “fantasmas”, contratos fictícios, aluguéis de luxo, viagens e bens particulares, tudo às custas dos hospitais públicos.

Os alvos da PF podem responder por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e crimes conexos.

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