PF encontra celular arremessado pela janela em operação contra deputado Antônio Doido
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF encontra celular arremessado pela janela em operação contra deputado Antônio Doido

A ação integra a Operação Igapó
A ação integra a Operação Igapó. Foto: Reprodução/ PF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Parlamentar do MDB é alvo de investigação sobre corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações

A Polícia Federal encontrou um celular na área externa do prédio onde mora o deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB-PA), conhecido como Antônio Doido, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (16), em Brasília.

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A ação integra a Operação Igapó, que apura a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios, com posterior lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas.

O mandado foi cumprido no apartamento funcional do parlamentar. Além do celular localizado do lado de fora do edifício, a Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie e outros materiais que serão analisados no curso da investigação.

Segundo a PF, os investigados teriam utilizado empresas de fachada para simular contratos, especialmente no setor da construção civil, a fim de viabilizar o desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares e recursos estaduais.

Medidas autorizadas pelo STF

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Pará. Entre os alvos está o secretário de Obras Públicas do Pará, Ruy Cabral.

Além das buscas, a decisão judicial determinou a apreensão de aparelhos eletrônicos, a quebra de sigilos telefônico e telemático de pessoas físicas e jurídicas investigadas e o bloqueio de até R$ 17 milhões em contas vinculadas ao grupo.

O pedido para realização de buscas no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados foi negado, sob o entendimento de que os fatos investigados se concentram no estado do Pará.

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