PF desmantela esquema de vazamentos de informações em SP - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF desmantela esquema de vazamentos de informações em SP

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Por Redação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Augusta, com foco em um esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas em São Paulo. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, autorizados pela Justiça paulista.

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A operação investiga agentes públicos e particulares suspeitos de beneficiar investigados em inquéritos criminais mediante ao pagamento de propina.

Segundo a PF, os crimes envolvem o arquivamento irregular de procedimentos, fornecimento ilegal de informações protegidas por sigilo e uso de documentos falsos para tentar recuperar bens apreendidos.

Um dos episódios apurados trata da tentativa de restituição de um helicóptero de luxo, bloqueado pela Justiça. A aeronave está entre os bens e valores congelados, que podem somar até R$ 12 milhões.

Os alvos podem responder por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, quebra de sigilo bancário e advocacia administrativa. As investigações seguem sob sigilo.

A ação é realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo e conta com o apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Policia Civil do Estado de São Paulo.

Operação Tacitus

A ofensiva é um desdobramento da Operação Tacitus, que apura a execução de Vinícius Gritzbach, delator assassinado em 8 de novembro de 2024, no aeroporto de Guarulhos. As investigações apontam um esquema criminoso envolvendo manipulação e vazamento de apurações policiais, venda de proteção a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e lavagem de dinheiro para a facção.

Segundo o Ministério Público, Gritzbach havia delatado todos os alvos por envolvimento em casos de corrupção. Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e ocultação de bens, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.

O nome Tacitus, escolhido pela PF, remete ao termo latino que significa silencioso ou não dito, fazendo alusão à forma de atuação do grupo criminoso.

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