PF deflagra Operação Fraus; quadrilha fraudava INSS há mais de 10 anos - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF deflagra Operação Fraus; quadrilha fraudava INSS há mais de 10 anos

Foto: Divulgação/PF

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Por Redação

Prejuízo estimado aos cofres públicos supera R$ 30 milhões

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Fraus, voltada a desmontar uma organização criminosa que há mais de uma década vem lesando o INSS. O grupo agia principalmente por meio da concessão fraudulenta de Benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS), com um prejuízo em torno de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos.

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A ação da PF envolveu oito mandados de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro, incluindo a capital, Armação dos Búzios, Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu. As ordens foram expedidas pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio.

De acordo com as investigações, o grupo operava com uma estrutura profissionalizada. Estavam envolvidos desde servidores públicos até gerentes de bancos e profissionais gráficos, todos eles articulados para acessar sistemas restritos, forjar documentos e registrar benefícios que não existiam.

A facilidade com que manipulavam a plataforma Meu INSS chamou a atenção da PF. Em apenas seis meses, foram detectados 415 requerimentos irregulares, gerando R$ 1,6 milhão em prejuízo. O mentor da quadrilha, apelidado de “Professor” e também conhecido como “Rei do Benefício”, era o responsável por ensinar os demais criminosos a operar o esquema.

A fraude era tamanha que o grupo nem conseguia abrir todas as contas bancárias para sacar os valores. Muitas vezes, os pagamentos eram suspensos por falta de movimentação. Os gerentes bancários cobravam cerca de R$ 500 por cada conta aberta, enquanto os benefícios concedidos ilegalmente chegavam a ser revendidos por até R$ 2.500.

A investigação começou após um relatório do Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista no Rio de Janeiro, ligado ao Ministério da Previdência, apontar irregularidades na agência de Arraial do Cabo.

Os investigados responderão por estelionato previdenciário, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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