PF deflagra nova fase da Operação Coffee Break, que cita ex-nora de Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PF deflagra nova fase da Operação Coffee Break, que cita ex-nora de Lula

Ação cumpre mandados em São Paulo e aprofunda apuração sobre esquema que envolve contratos de materiais didáticos

O foco da apuração são contratos para fornecimento de kits de robótica e livros didáticos. Foto: Reprodução/ PF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), mais uma fase da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraudes em processos de licitação envolvendo a compra de materiais educacionais por prefeituras paulistas. A ação é considerada um desdobramento das apurações iniciadas no ano passado.

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Nesta etapa, agentes federais cumpriram três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo. Durante as diligências, foram apreendidas armas e munições, além do cumprimento de medidas judiciais de constrição patrimonial, com bloqueio de bens dos investigados.

Segundo a Polícia Federal, os alvos poderão responder, conforme o grau de participação, por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

A nova ofensiva dá continuidade à operação deflagrada em novembro, quando a PF realizou ações simultâneas em São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Na ocasião, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Entre os presos estava o vice-prefeito de Hortolândia (SP), Cafu César (PSB), além do então secretário municipal de Educação, Fernando Moraes.

As investigações indicam que o esquema investigado estaria em funcionamento desde pelo menos 2021, com ramificações em diferentes municípios do interior paulista.

O foco da apuração são contratos para fornecimento de kits de robótica e livros didáticos. Uma empresa investigada, apesar de ter estrutura limitada, teria recebido valores expressivos por meio de contratos considerados direcionados e superfaturados. Parte dos pagamentos teria sido realizada com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

De acordo com os investigadores, o dinheiro público era posteriormente fragmentado em operações financeiras para dificultar o rastreamento, incluindo transferências entre empresas, uso de companhias de fachada, emissão de boletos e saques em espécie.

A investigação também apura a atuação de pessoas responsáveis por intermediar interesses junto a órgãos federais, especialmente em Brasília, para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Entre os nomes citados está o de Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).

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