O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na tarde desta quarta-feira (18) que a bomba encontrada perto da fronteira com o Equador pertence ao Exército equatoriano. “Foi comprovado”, disse o ex-guerrilheiro nas redes sociais.
“A investigação continua e haverá uma nota de protesto diplomático”, afirmou Petro, sem apresentar forneceu provas para sustentar a acusação.
A declaração ocorre após o colombiano acusar o Equador de bombardear seu território na segunda (16). Segundo ele, 27 corpos foram encontrados carbonizados na região de El Amarradero.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou os ataques e disse que as operações militares contra narcoterroristas ocorrem apenas dentro do próprio país. Noboa também afirmou que a Colômbia abriga familiares do narcotraficante José Adolfo Macías Villamar, o “Fito”, e a ex-candidata Luisa González, acusada de ter recebido ajuda da Venezuela nas eleições presidenciais.
Petro disse nas redes sociais ter pedido ao presidente dos EUA, Donald Trump, que interceda junto ao governo equatoriano. “porque não queremos entrar em uma guerra”, afirmou. Ele também declarou que o ataque não partiu de grupos criminosos colombianos.
Segundo o colombiano, bombas atingiram áreas próximas a casas de famílias “que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais”.
Ainda não há confirmação sobre a data exata do bombardeio nem sobre a identidade das vítimas.

O suposto ataque em solo colombiano ocorre um dia após o Equador lançar uma ofensiva com apoio dos EUA contra cartéis de drogas, com ações por terra, ar e mar.
A crise se soma à tensão comercial entre os países, iniciada após a imposição de tarifas por Quito e retaliação de Bogotá.
