Petista lidera "festival antifascista" do Foro de SP em Caracas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Petista lidera “festival antifascista” do Foro de SP em Caracas

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Por Redação

O Foro de São Paulo, a reunião esquerdista da América Latina, realizou na quinta-feira (9) o “Festival Mundial Internacional Antifascista” em Caracas, Venezuela. Enquanto o evento acontecia, a prisão da líder opositora venezuelana Maria Corina Machado pelo governo de Nicolás Maduro era noticiada internacionalmente.

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Mônica Valente, secretária-executiva do Foro de São Paulo e integrante do Diretório Nacional do PT, comandou as discussões. Em postagem no X (antigo Twitter), o Foro destacou:

“O trabalho de 2025 começou! Reunião do grupo de trabalho, debatendo os problemas do nosso continente e buscando ações para reforçar nossas forças neste espaço de luta e resistência”.

 

Em 2024, o PT reconheceu a vitória de Maduro nas eleições venezuelanas, mesmo diante de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, o partido declarou:

“O PT saúda o povo venezuelano pelo processo eleitoral ocorrido em uma jornada pacífica, democrática e soberana. Temos a certeza de que o Conselho Nacional Eleitoral dará tratamento respeitoso para todos os recursos que receba”.

O Brasil, sob pressão de outros países e organizações internacionais, pediu que Maduro divulgasse as atas eleitorais, mas o pedido foi ignorado.

Além de Valente, o PT enviou Camila Moreno, Vera Lúcia Barbosa e Valter Pomar ao evento e à posse de Maduro, marcada para sexta-feira (10). A embaixadora brasileira em Caracas, Gilvânia Maria de Oliveira, representará oficialmente o governo de Lula, que não reconheceu a reeleição de Maduro, mas tampouco apoiou o opositor Manuel González.

Maduro, no poder desde 2013, inicia seu terceiro mandato de seis anos, em meio a denúncias de fraude eleitoral. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ele obteve 51,2% dos votos, enquanto a oposição afirma que González venceu com 67%.

A realização do festival em meio à crise política e à prisão de Maria Corina Machado acentuou as críticas à postura do Foro de São Paulo e à proximidade do PT com regimes autoritários na região.

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