Levantamento realizado em junho aponta que o presidente Lula é citado espontaneamente como o principal responsável pelo roubo no INSS. De acordo com os dados, 19,8% dos entrevistados mencionaram Lula como responsável direto pelo caso.
A pesquisa foi conduzida pelo IBESPE, com 1.026 entrevistados em todo o país, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram estratificadas conforme os parâmetros do TSE e do IBGE.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 15% das menções, seguido pelo presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, citado por 6,3% dos entrevistados. O atual governo foi responsabilizado por 4,4%, enquanto 2,9% atribuíram a culpa a “políticos em geral”.

Outros nomes mencionados incluem o PT (2,6%), a ex-presidente Dilma Rousseff (1%), e o irmão de Lula, Frei Chico (0,9%). A soma de citações difusas inclui ainda ministros do STF, sindicatos, o Congresso Nacional e até o próprio povo. Os entrevistados que não souberam ou preferiram não responder somaram menos de 45,2%.
A distribuição regional mostra Lula com maior responsabilidade atribuída nas regiões Norte (30,5%) e Sudeste (22,1%). No Sul, Lula (20,8%) e Bolsonaro (16,2%) aparecem próximos. No Centro-Oeste, Bolsonaro lidera as citações (19%), enquanto no Nordeste os dois aparecem praticamente empatados (Lula com 16,5% e Bolsonaro com 16,1%).
O estudo também analisou o perfil dos entrevistados que responsabilizam Lula. A maior concentração está entre pessoas com ensino superior (20,5%), com 60 anos ou mais (22,2%) e entre católicos (25%). A menção a Bolsonaro é mais comum entre entrevistados com ensino fundamental (19,5%) e evangélicos (18,2%).
Entre os eleitores de 2022, 39,8% dos que votaram em Lula o apontam como responsável pelas fraudes no INSS. Entre os que votaram em Bolsonaro, 29,9% o responsabilizam. A pesquisa também mostrou que a maioria dos que se informam por rádio, TV e jornais tende a responsabilizar Lula, enquanto os que se informam por revistas ou portais de internet mencionam mais frequentemente Bolsonaro.
Apesar do conhecimento público do nome de Stefanutto ser mais restrito, ele foi citado por 15% dos entrevistados. No geral, o levantamento indica que o episódio afetou a imagem tanto do governo atual quanto da gestão anterior, com percepção dividida entre os dois principais nomes da polarização política brasileira.
