Perícia da PF confirma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

Perícia da PF confirma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro

A tentativa de violação ocorreu na madrugada de 22 de novembro e levou à substituição imediata da tornozeleira
A tentativa de violação ocorreu na madrugada de 22 de novembro e levou à substituição imediata da tornozeleira. Foto: Reprodução.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Perícia identifica danos compatíveis com ferro de solda e aponta falta de precisão técnica

A Polícia Federal concluiu que a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi danificada de forma intencional enquanto ele cumpria prisão domiciliar.

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De acordo com o laudo pericial elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística, “os danos no material questionado apresentam características de execução grosseira, o que sugere que a ferramenta foi utilizada sem precisão técnica”.

A análise identificou marcas compatíveis com a aplicação de uma fonte de calor concentrada. Segundo o relatório, os danos observados correspondem ao uso de um ferro de solda, ferramenta cujo emprego foi admitido pelo próprio Bolsonaro após o episódio.

“Testes realizados com ferro de solda na superfície do material questionado exibiram aspectos compatíveis com os danos verificados”, afirma o documento, que ressalta não haver indícios do uso de outros instrumentos.

Ainda segundo a perícia, a intervenção provocou perfurações no invólucro da tornozeleira, expondo a bateria interna do equipamento. Esse tipo de comprometimento estrutural, de acordo com o laudo, é suficiente para acionar os alarmes de integridade e de violação previstos no manual do dispositivo.

A tentativa de violação ocorreu na madrugada de 22 de novembro e levou à substituição imediata da tornozeleira. O episódio foi citado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como um dos fundamentos para decretar a prisão preventiva do ex-presidente.

Atualmente, Bolsonaro está detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por participação em uma organização criminosa envolvida na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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