A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colheu, na tarde desta terça-feira (23), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da investigação que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito em Brasília.
A oitiva foi realizada de forma presencial na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Uma equipe de agentes esteve no local por cerca de 30 minutos e a defesa do ex-presidente acompanhou todo o procedimento.
O caso investiga a apreensão de uma pistola Glock 9mm encontrada em um veículo utilizado por um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança de Bolsonaro. Ele, que já prestou depoimento e foi liberado, afirmou que o armamento estava sendo transportado para manutenção e seria devolvido ao ex-presidente após o reparo.
Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro alegou que a arma estava sob responsabilidade da equipe de segurança, que teria retirado o percussor do equipamento para torná-lo inoperante, em razão de preocupações com o estado de saúde do ex-presidente. Os advogados também afirmam que a pistola foi testada e levada para conserto após identificação de falha no mecanismo.
A oitiva foi realizada um dia antes do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A eventual conclusão do inquérito e o envio do material ao STF ainda dependem de solicitação da Corte, já que o procedimento tramita na esfera da Polícia Civil do DF.
