Facção ameaçava fazendeiros e donos de usinas com violência para assumir negócios
Integrantes do PCC se infiltraram em toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no interior de São Paulo e obrigavam empresários a vender suas propriedades, segundo o Ministério Público do Estado.
A investigação aponta que fazendeiros, donos de usinas, postos de combustíveis e transportadoras eram coagidos a fechar negócios com valores abaixo do mercado. Quem resistia era alvo de ameaças de morte ou de incêndios criminosos em lavouras e propriedades.
As denúncias chegaram ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por meio de agricultores, empresários do setor sucroalcooleiro e trabalhadores ligados ao agro.
De acordo com o MP, os negócios eram feitos em dinheiro vivo, sempre com valores reduzidos e sob intimidação direta.
O avanço da facção sobre o setor levou à necessidade de atuação conjunta do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Receita Federal. A investigação revelou ainda sonegação de tributos, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis com importação irregular de metanol.
A Justiça Federal autorizou mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes estados. A megaoperação, deflagrada nesta manhã (28), mobiliza 1.400 agentes e atinge mais de 350 alvos ligados ao esquema.
