Paulinho descarta anistia a Bolsonaro no PL da Dosimetria
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Paulinho descarta anistia a Bolsonaro no PL da Dosimetria

Paulinho da Força -PL da Dosimetria
Foto: Câmara dos Deputados

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Por Redação

Relator admite apenas redução de pena e condiciona avanço do projeto ao aval do PL

O relator do Projeto de Lei da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou hoje (8) que seu texto não prevê anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) condicionar a desistência da pré-candidatura à Presidência à libertação do pai. “Anistia para Bolsonaro está fora de questão”, disse o deputado ao Metrópoles.

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Segundo o relator, o projeto admite apenas redução de pena. “O PL está pondo dificuldade e não está aceitando [a dosimetria]. Se eles não aceitam, não tem votação. Se eles aceitam o meu projeto, a minha proposta tá resolvida”, afirmou. Paulinho declarou que, pelos parâmetros do texto, a pena de Bolsonaro cairia de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses. “Quer benefício maior que esse?”, acrescentou.

No domingo (7), em entrevista à Record, Flávio afirmou que o “preço” para retirar a pré-candidatura é a soltura do pai. “E não é só justiça comigo, é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados — estão dentro de um cativeiro, neste momento, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro. Então, óbvio que não tem volta. A minha pré-candidatura à Presidência é muito consciente. Ela é para representar grande parte da população brasileira que não aceita mais essa quantidade enorme de desmandos”, disse. Em seguida, afirmou que só desistirá se Bolsonaro estiver “livre, nas urnas”.

A Câmara aprovou em 17 de setembro a urgência do projeto que perdoa participantes de atos desde 30 de outubro de 2022, o que beneficia condenados do 8 de Janeiro. O placar foi de 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. Paulinho avalia que, mesmo com avanço na Câmara, a proposta não tem sustentação no Senado.

A escolha de Flávio como pré-candidato do PL foi comunicada a aliados na semana passada pelo ex-presidente, preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Segundo aliados, Bolsonaro avalia que o filho ganhará força com agendas pelo país. A definição frustrou setores do partido que defendiam o nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (6) aponta que Flávio perderia para o presidente Lula (PT) em eventual segundo turno, por 51% a 36%.

Após reafirmar a pré-candidatura, Flávio declarou: “O nome de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência do Brasil está colocado e não sai. Agora é o momento de ver quem vai querer se juntar a nós nesse projeto contra o PT”. Também afirmou: “Sou uma pessoa centrada, ponderada. Eu conheço Brasília, sei fazer política, mas também sei ser ‘Baygon’ quando me interessa. Você vai lembrar o lema do Baygon: ‘Terrível contra os insetos’. Só contra os insetos, mas se precisar eu sei fazer”.

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