Paulinho da força diz que PL da Dosimetria não afrontará STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Paulinho da Força diz que PL da Dosimetria não afrontará STF

Sem consenso, proposta de Paulinho da Força sobre dosimetria segue parada; Otto Alencar rejeita anistia a atos de 8 de janeiro.
Paulinho da Força reforça discurso de pacificação e equilíbrio entre Congresso e STF com PL da Dosimetria

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Por Redação

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto sobre os atos de 8 de janeiro, afirmou que o texto não terá o objetivo de anistiar, mas sim de debater a dosimetria das penas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o parlamentar garantiu que sua proposta não irá afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), pois ele se considera “o maior defensor do Supremo” no Congresso.

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“Eu não vou construir nenhum projeto que afronte o Supremo”, disse o deputado, que considera a proposta uma forma de “superar esse momento de polêmica, de polarização, e cuidar da vida real e dos projetos que interessam ao país.”

A mudança de foco — de anistia para dosimetria — é uma tentativa de construir um “pacto” entre o Legislativo e os Poderes Judiciário e Executivo, com o objetivo de pacificar o país. De acordo com o deputado, a estratégia busca desarticular a oposição, que tem barrado pautas do governo Lula.

“Quando Hugo Motta me indicou, tinha um pouco essa intenção de alguém que tinha relação com o Supremo. Vamos conversar com todo mundo [líderes da Câmara”, apontou.

Segundo Paulinho da Força, a iniciativa pode destravar projetos como a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e a PEC da Segurança Pública, que são prioridades do governo. Ele revelou que o ex-presidente Michel Temer articulou o acordo para fazer “a bola rolar” no Congresso.

“Ele [Hugo Motta] poderia procurar a direção do Supremo e apresentar o texto, para isso sair pacificado lá também e o governo entraria nessa história na medida em que você vota projetos em que o governo tem interesse. Aí sim a gente pacifica os Poderes e o Brasil”, sugeriu.

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