Ex-presidente caiu enquanto dormia e bateu a cabeça na Superintendência da PF
O programa ALive desta terça-feira (06) abordou a queda de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o ex-presidente caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel na sala da Superintendência da PF em Brasília, onde está preso.
Michelle afirmou, nas redes sociais, que ela e a família só souberam do incidente ao visitar o ex-presidente.
O médico cirurgião Cláudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, disse que ele sofreu um “traumatismo craniano leve” e defendeu a necessidade dele ser submetido a exames no hospital.
Para o apresentador Claudio Dantas, o caso é uma “situação gravíssima” e ele defendeu a prisão domiciliar para Bolsonaro, condenado no caso da suposta “trama golpista”. Segundo Dantas, o ex-presidente sofre “um processo de tortura política, um inquérito político”.
“E agora essa tentativa aí de se manter o Bolsonaro em condições de saúde precaríssimas, fechado, trancado, lá na Polícia Federal, esperando o quê? Esperando a sua morte. Está muito claro pra mim que esse é o objetivo”, completou Dantas.
A cientista política Carol Sponza, que também participou do ALive, afirmou que Bolsonaro sofre “tortura”: “A gente fala isso aqui com frequência. O Bolsonaro é o novo preso favorito do Alexandre de Moraes”.
“Isso que o Bolsonaro está passando se chama tortura”, continuou Sponza. “Isso não é uma opinião, isso é o que está definido em todos os tratados internacionais sobre isso”.
Na visão de Juan Carlos, diretor-geral do Ranking dos Políticos, “já passou da hora do Jair Bolsonaro ir, no mínimo, para a prisão domiciliar”. Ele citou o “estágio avançado” de Bolsonaro, em referência à idade, e a “situação de vulnerabilidade de saúde”.
“O senhor Alexandre de Moraes deveria, de fato, colocar o ex-presidente, assim como foi feito com o ex-presidente Fernando Collor, para prisão domiciliar; é o mínimo”, completou Juan Carlos.
Já o diretor de operações do Ranking dos Políticos, Luan Sperandio, afirmou que Bolsonaro tem “um histórico recente médico comprovado que exigiria cuidados médicos”: “O lugar onde ele está atualmente cumprindo a pena aparentemente não atende todas as necessidades médicas dele”.
“Todo o histórico médico comprovado dele aponta que faria sentido ele cumprir pena domiciliar”, continuou Sperandio.
“Não dá para entender essa relutância, essa negligência por parte do ministro Alexandre de Moraes, a não ser que se interprete não pela ótica jurídica, e sim, talvez, por uma ótica de vingança”, finalizou.
