Novo aciona TCU contra carro alegórico pró-Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Novo aciona TCU contra carro alegórico pró-Lula

Sigla alega uso da máquina pública e quer impedir atuação de servidores

O pedido questiona a preparação do carro “Amigos do Lula”, da Acadêmicos de Niterói. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

As bancadas do Partido Novo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal apresentaram representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar possível uso da estrutura da Presidência da República do Brasil na organização de um carro alegórico do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026.

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O pedido questiona a preparação do carro “Amigos do Lula”, da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Lula (PT), e terá participação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

Segundo a representação, funcionários do Palácio do Planalto teriam sido mobilizados para envio de convites, organização de convidados e coleta de medidas para confecção de fantasias. Para o partido, houve utilização indevida da máquina pública.

A legenda afirma que “não há malabarismo jurídico que justifique o interesse público no dispêndio de recursos públicos para a participação da primeira-dama em desfile de escola de samba”.

O documento também menciona orientação normativa da Advocacia-Geral da União que determina que a atuação do cônjuge presidencial deve observar princípios constitucionais e estar vinculada ao interesse público.

Pedido cautelar

No documento, o partido solicita medida imediata para impedir que servidores federais atuem em tarefas logísticas ou institucionais relacionadas ao desfile, além da eventual responsabilização de autoridades envolvidas, com aplicação de sanções.

Os autores também citam repasse de cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos para a escola de samba, valor que, segundo o partido, reforçaria a necessidade de fiscalização.

A sigla já havia acionado o TCU anteriormente para questionar o financiamento do desfile. Na ocasião, o ministro Aroldo Cedraz rejeitou a suspensão dos repasses ao considerar que a distribuição seguiu critérios objetivos e iguais para todas as escolas do Grupo Especial.

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