O papa Leão XIV foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar um novo organismo internacional chamado de “Conselho de Paz”, criado para supervisionar a gestão e a reconstrução da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (21) pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, que afirmou que a Santa Sé ainda avalia a proposta.
“O papa recebeu o convite, e estamos considerando o que fazer. Estamos nos aprofundando, porque é um assunto que exige tempo para reflexão antes de dar uma resposta”, disse Parolin a jornalistas, à margem de um evento oficial.
Segundo o cardeal, a iniciativa não se limita apenas à situação em Gaza. Trump estaria convidando diversos países para compor o conselho, que teria um escopo mais amplo e poderia atuar também em outros conflitos internacionais.
De acordo com a Casa Branca, cerca de 35 países já teriam aceitado o convite, especialmente aliados políticos do presidente norte-americano. Outros governos, porém, adotaram postura cautelosa ou rejeitaram a iniciativa, temendo impactos sobre o sistema multilateral liderado pela ONU.
O estatuto preliminar do Conselho de Paz prevê que Trump presida o órgão de forma permanente. Países interessados em obter assento fixo teriam de pagar uma contribuição financeira bilionária, cujos recursos seriam administrados pela própria presidência do conselho.
Desde que assumiu o papado, em 2025, Leão XIV tem adotado um perfil diplomático firme e reservado. O pontífice já fez críticas públicas à situação humanitária na Faixa de Gaza, destacando as dificuldades enfrentadas pela população palestina em discursos e homilias.
Até o momento, a Sala de Imprensa do Vaticano não divulgou um posicionamento oficial sobre o convite. A decisão, segundo Parolin, dependerá de uma avaliação cuidadosa do conteúdo e das implicações diplomáticas da proposta.
