Presidente dos EUA adia intervenção, mas alerta para ação rápida e dura caso grupo viole cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta terça-feira (21) que diversos países aliados na região do Oriente Médio manifestaram disposição em enviar forças militares à Faixa de Gaza para “corrigir” o Hamas, caso o grupo continue a desrespeitar o acordo de cessar-fogo firmado com Israel.
Segundo Trump, essas nações estariam prontas para agir “com uma força pesada” sob seu comando, caso o Hamas persista em “agressões e violações”. No entanto, o republicano ressaltou que, por ora, rejeitou a possibilidade de uma intervenção militar.
“Ainda não!”, declarou, reiterando sua esperança de que o grupo cumpra o pacto.
“Ainda há esperança de que o Hamas faça o que é certo. Se não o fizerem, o fim do Hamas será RÁPIDO, FURIOSO E BRUTAL!”, afirmou em publicação na sua rede social Truth Social.
Ele agradeceu publicamente a países que ofereceram apoio, destacando a Indonésia e seu líder como colaboradores importantes no esforço para estabilizar a região.
O cessar-fogo entre Israel e Hamas, estabelecido no início de outubro, tem sido alvo de acusações mútuas de violação. Israel retomou ataques contra Gaza alegando infrações por parte do Hamas, enquanto o grupo nega e acusa Israel de não cumprir o acordo, especialmente em relação à entrega dos restos mortais de reféns israelenses.
A proposta de paz articulada por Trump prevê a desmilitarização de Gaza, a presença de tropas estrangeiras e um plano de reconstrução do território com apoio árabe.
Também nesta terça-feira, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, desembarcou em Tel Aviv para reuniões com autoridades israelenses, para reforçar a supervisão do cessar-fogo.
