Otto Alencar diz que “lei de Bolsonaro" deve ser cumprida
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alerta: Otto Alencar diz que “lei de Bolsonaro” deve ser cumprida

Sem consenso, proposta de Paulinho da Força sobre dosimetria segue parada; Otto Alencar rejeita anistia a atos de 8 de janeiro.
Senador Otto Alencar. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

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Por Aline Cordeiro

Paulinho da Força vai saindo aos poucos do foco do tema e até o momento, não apresentou um texto final sobre a pauta

O senador Otto Alencar (PSD-BA) disse nesta quarta-feira (15) que o tema da Dosimetria “nunca esteve no radar” da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e que não vê qualquer possibilidade de o Senado Federal abrir caminho para absolvições ligadas aos atos de 8 de janeiro.

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Não se pode anistiar aqueles que cometeram o ato contra a democracia, que destruíram o patrimônio público, que agiram com violência contra o Estado democrático e de direito. Não há anistia”, afirmou o parlamentar em entrevista para este site.

Otto ainda elogiou as decisões do ministro Alexandre de Moraes e destacou que as condenações seguiram a Lei 14.197/2021 , sancionada pelo ex presidente Jair Bolsonaro.

“A interpretação do Alexandre de Moraes foi dentro da lei. Agora, se querem alterar a lei para diminuir as penas que já foram dadas, têm que alterar o Código Penal e essa lei que o Bolsonaro sancionou”, disse Otto ao portal.

Apesar da fala do senador, o PL segue como alternativa entre parlamentares que defendem o “reequilíbrio das penas” impostas aos condenados, visto por parte da oposição como tentativa de corrigir excessos e restabelecer a proporcionalidade das decisões judiciais após janeiro de 2023.

Sem consenso, proposta de Paulinho da Força segue parada no Congresso

Nos bastidores, o Senado ainda aguarda a decisão da Câmara antes de retomar o debate.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a tramitação está nas mãos do relator. “Estou esperando o Paulinho”, disse, referindo-se ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), responsável pelo texto.

Sem consenso, proposta de Paulinho da Força sobre dosimetria segue parada; Otto Alencar rejeita anistia a atos de 8 de janeiro.
Deputado Paulinho da Força. Foto: Estadão

Na Câmara, o clima é semelhante. O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) preferiu não se comprometer com prazos para votação.

“As pautas da semana já foram definidas”, limitando-se a dizer, indicando que o tema voltará a ser adiado. Entre as lideranças, prevaleceu a avaliação de que falta consenso para avançar com o relatório de Paulinho da Força, cujo texto tenta pacificar disputas judiciais e recompor direitos partidários abordados por decisões recentes do STF.

Nos bastidores, o clima mostra um desgaste político depois da PEC da Blindagem que esfriou as tentativa de acordo.

Procurado, o deputado Paulinho da Força não se posicionou diante do caso.

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