Oruam está foragido após 66 violações à tornozeleira
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Oruam está foragido após 66 violações à tornozeleira eletrônica

Rapper descumpriu recolhimento noturno e acumulou mais de 60 ocorrências, segundo a Seap

Relatório aponta que Oruam intermediou conversas entre líderes do CV e TCP e usou o status de artista para esconder atuação no tráfico
Foto: Reprodução

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O rapper Oruam é considerado foragido desde a terça (03), após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretar sua prisão. O cantor é filho dO narcoterrorista Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV).

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A Polícia Civil do Rio informou que tentou cumprir a medida judicial na residência de Oruam, mas ele não foi localizado.

O rapper é réu em ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado e outros crimes. Ele estava em liberdade com tornozeleira eletrônica devido liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acabou sendo revogada após sucessivas violações das determinações judiciais.

De acordo com a Seap, Oruam descumpriu o recolhimento domiciliar noturno em diversas datas e apresentou longos períodos com o equipamento desligado, totalizando 22 incidentes entre outubro e novembro de 2025.

Em 9 de dezembro de 2025, o rapper compareceu à Central de Monitoração Eletrônica, quando teve o dispositivo trocado. A tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano possivelmente decorrente de alto impacto.

“A monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e, desde 1º de novembro, passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”, informou a Seap.

“As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro deste ano permanece descarregado”.

Diante das infrações, o Ministério Público requereu a prisão preventiva de Oruam. A juíza Tula Corrêa de Mello destacou, ao tomar a decisão, que “as medidas alternativas se mostraram insuficientes, determinando a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal”.

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