Oruam compara favela a campos de concentração
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Brasil

Oruam, filho de chefe do CV, compara favelas a campos de concentração

Confronto e Prisão na Mansão de Oruam: Polícia Ataca Facção no Joá
Rapper Oruam enfrenta nova ação policial

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Oruam faz postagem provocadora nas redes sociais sobre operação que causou a morte de pelo ao menos 119 pessoas

O filho de Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, Oruam publicou em seu X que “As favelas do Rio de Janeiro são campos de concentração da polícia, como aqueles da Alemanha.”

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Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, tem 23 anos e é filho de Marcinho VP, condenado por homicídio, tráfico e associação criminosa. Ele é um dos nomes mais populares do rap e do trap no país, com milhões de seguidores que acompanham seu estilo de vida ostentatório, incluindo joias, carros de luxo, festas milionárias e declarações provocadoras.

A trajetória do rapper é marcada por polêmicas e investigações recentes. No meio deste ano a Polícia Civil do Rio informou que vai indiciá-lo por associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato e dano ao patrimônio público. Durante a ação, o artista chegou a usar redes sociais para pedir ajuda, atraindo apoiadores e causando tumulto com arremesso de pedras. Um policial ficou ferido. Mais tarde, Oruam publicou outro vídeo desafiando a polícia a buscá-lo no Complexo da Penha.

Não é a primeira vez que ele é alvo da DRE. Em fevereiro, Oruam teve mandados de busca e apreensão cumpridos e foi preso após um foragido ser localizado em sua casa. Dias antes, havia sido detido por manobra perigosa durante uma blitz, usada para promover o lançamento de um álbum.

Oruam mantém ligação direta com figuras do crime. Já subiu ao palco do Lollapalooza com camiseta em apoio a Marcinho VP e tem tatuado o nome de Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes.

A Megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão, realizada na terça-feira (28), deixou 119 mortos, superando o Massacre do Carandiru, que deixou 111 mortos em 1992. O confronto durou cerca de 15 horas, mobilizou 2.500 agentes e faz parte da Operação Contenção, que visa prender lideranças do Comando Vermelho e conter a expansão territorial do grupo.

A Defensoria Pública do Rio informou que ao menos 130 pessoas morreram nos Complexos da Penha e do Alemão. Moradores retiraram mais de 60 corpos de áreas de mata durante a madrugada, segundo relatos locais.

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