Oposição reage a declaração e quer convocar ministros após fala de Lula em defesa de traficantes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Oposição reage a declaração e quer convocar ministros após fala de Lula em defesa de traficantes

A declaração de Lula, feita durante um evento internacional na Indonésia, segue repercutindo em Brasília.
A declaração de Lula, feita durante um evento internacional na Indonésia, segue repercutindo em Brasília. Foto: (Evair de Melo) BR Cooperativo

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Por Redação

Deputado Evair de Melo (PP-ES) pede que Lewandowski e Vieira expliquem declaração “traficantes são vítimas dos usuários”

A declaração de Lula, feita durante um evento internacional na Indonésia, segue repercutindo em Brasília. O deputado Evair de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição na Câmara, protocolou nesta segunda-feira (27), dois requerimentos para convocar os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) a prestarem esclarecimentos sobre o caso.

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Durante discurso na cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), Lula afirmou que “os traficantes de drogas são vítimas dos usuários também”, ao comentar políticas globais de combate ao narcotráfico.

A fala foi interpretada por parlamentares e analistas como uma tentativa de vitimizar criminosos e minimizar o impacto do tráfico, num momento em que o Brasil enfrenta uma escalada de violência, especialmente no Rio de Janeiro e na Bahia.

Nos requerimentos, Evair de Melo classificou a declaração como uma “abdicação moral” e disse que o episódio “expõe a diplomacia brasileira ao ridículo”. O parlamentar quer que Lewandowski esclareça se o Ministério da Justiça compartilha da visão de Lula e se há alguma orientação nesse sentido.

Também cobra que Mauro Vieira detalhe possíveis constrangimentos diplomáticos causados pela fala.

“O presidente da República não pode tratar criminosos como vítimas. Isso é um desrespeito com as famílias destruídas pelo tráfico e com os policiais que arriscam a vida todos os dias”, afirmou Evair em nota.

Os pedidos devem ser analisados pela Comissão de Segurança Pública e pelo plenário da Câmara nas próximas sessões.

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