A primeira-dama Janja voltou ao centro das críticas da oposição nesta sexta-feira (23) após defender a regulação das redes sociais no Brasil com base no modelo chinês, conhecido por punir usuários com prisão por descumprimento de regras.
Em entrevista ao podcast “Se ela não sabe, quem sabe”, da Folha, Janja questionou “por que é tão difícil” regular as plataformas no Brasil, afirmando que a China aplica sanções duras, inclusive com penas de prisão, para quem viola as normas online. A declaração rapidamente repercutiu no meio político.
“Se a primeira-dama acredita que censura e prisão são adequadas em uma democracia, dá para imaginar o que pensa o primeiro damo sentado na cadeira de presidente”, ironizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em publicação no X.
Se Janja acredita que censura e prisão são adequados em uma democracia, imagina a opinião do primeiro damo que está sentado na cadeira de presidente. O lulopetismo é o verdadeiro inimigo da democracia! pic.twitter.com/NvGlhjiO9e
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 23, 2025
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se posicionou: “É difícil porque os brasileiros não querem viver em uma ditadura”, escreveu, ao compartilhar o vídeo do trecho da fala de Janja.
É difícil porque os brasileiros não querem viver em uma ditadura. Simples. pic.twitter.com/pVfb3ZW5Uv
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) May 23, 2025
Para o ex-deputado Deltan Dallagnol (PR), Janja demonstrou uma clara simpatia por regimes autoritários. “A primeira-dama admira o modelo autoritário chinês”, afirmou.
🚨 Janja ataca novamente!
🎥 Em entrevista, a primeira-dama diz ter bom senso e faz uma confissão: admira o modelo autoritário chinês, que censura as redes e pode levar à prisão. Confira no vídeo.
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— Deltan Dallagnol (@deltanmd) May 23, 2025
A fala da esposa de Lula ocorre uma semana após ela ter feito comentários sobre o algoritmo do TikTok durante um jantar oficial com o ditador da China, Xi Jinping. Janja negou qualquer desconforto diplomático na ocasião e disse que apenas comentou sobre “como o algoritmo entrega para fora da China”.
