Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Moraes
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Política

Oposição protocola novo pedido de impeachment contra Moraes

Líder da oposição na Câmara acusa ministro do STF de suspender lei aprovada pelo Congresso por decisão individual

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados.
Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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O parlamentar afirma que Moraes afrontou a autoridade do Congresso Nacional ao barrar, por decisão individual, a aplicação da norma aprovada pela Câmara e pelo Senado após a derrubada do veto do Lula.

No documento apresentado ao Senado, Cabo Gilberto argumenta que o ministro “usurpou a competência” do plenário do STF ao suspender os efeitos de uma lei federal sem deliberação colegiada da Corte.

“A suspensão cautelar da norma pertence somente e exclusivamente a competência cometida ao Pleno da Corte, negando, com isso, a aplicação de lei federal aprovada por 318 Deputadas e Deputados Federais e 49 Senadoras e Senadores da República, promovendo com isso verdadeiro império autocrático e totalitário sob suas mãos”, afirma o pedido.

Segundo o deputado, a decisão de Moraes produziu efeitos equivalentes à suspensão nacional da lei sem observância do devido processo constitucional e sem julgamento pelo plenário do Supremo.

Ao final do pedido, Cabo Gilberto solicita a abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro, além da perda do cargo e da inabilitação para exercício de função pública por oito anos.

A reação da oposição ocorre após Moraes suspender, no último sábado (9), a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até que o plenário do STF analise ações que questionam a constitucionalidade da norma.

O projeto reduz penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e altera critérios relacionados à progressão de regime e ao cálculo das condenações por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A lei havia sido recuperada pelo Congresso após a derrubada do veto presidencial. Depois da promulgação da norma, advogados de condenados passaram a apresentar pedidos para revisão imediata das penas.

Na decisão, Moraes afirmou que a suspensão ocorreu por “segurança jurídica” até o julgamento definitivo das ações protocoladas no Supremo contra a lei.

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