A CPMI do INSS foi instalada a pedido da oposição para investigar o escândalo bilionário envolvendo descontos associativos indevidos diretamente no contra-cheque de milhões de aposentados. Em quase 4 meses, pouco ou nada conseguiu avançar sobre as entidades ligadas à esquerda, ao PT e ao próprio presidente Lula.
A base governista conseguiu controlar o colegiado e vetar convocações importantes, como a de Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi, e a de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; que agora, se sabe, andava para cima e para baixo com o Careca do INSS, principal operador do esquema. Segundo uma testemunha, recebia até mesada do lobista.
Os dois viajaram juntos para Lisboa em 8 de novembro de 2024, mas a oposição não conseguiu aprovar o requerimento para ter acesso à lista de passageiros do voo da TAM. Em vez disso, ajudou a aprovar requerimento de convocação e quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Não só. O governador Romeu Zema também terá de depor sobre a Zema Financeira, que, apesar de oferecer crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, nunca foi citada em qualquer investigação nem foi alvo de denúncias de descontos irregulares.
No caso do Master, o consignado era feito através de um cartão de crédito sem qualquer relação com descontos associativos — objeto principal da CPMI. Fora que os próprios governistas coletam assinaturas para uma CPI exclusiva sobre os negócios de Vorcaro.
TUMULTO, CORTINA DE FUMAÇA E PIZZA
A estratégia de tumultuar a CPMI e desviar o foco envolveu também a convocação de CEOs do Banco Pan, BMG, Agibank e Facta Financeira. Enquanto ficaram de fora os executivos do Santander, da Crefisa, do C6 Bank e do PicPay.
A base do governo também conseguiu impedir a convocação de Jorge Messias, o AGU que prevaricou ao não bloquear as contas do Sindnapi do irmão de Lula.
Na prática, toda essa articulação confirma a máxima de que ‘todos sabem como uma CPI começa, mas ninguém sabe como termina’. Nesse caso, a CPMI do INSS, em vez de virar arena de escrutínio público dos malfeitos dos sindicatos ligados ao governo Lula contra os aposentados, se transforma em palco eleitoral para o PT e seus satélites.
Cabe ao relator Alfredo Gaspar e ao presidente Carlos Vianna retomarem o controle da pauta para travar as investidas governistas e tentar entregar ao país os nomes dos principais responsáveis pelo maior roubo já protagonizado contra nossos idosos. Sem dispersão.
A menos que queiram ser conhecidos como os mais novos pizzaiolos da capital federal.
