Parlamentares e partidos de oposição anunciaram nesta segunda-feira (16) que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT) após o desfile em sua homenagem realizado no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
A medida mais incisiva partiu do partido Novo, que informou que solicitará a inelegibilidade do petista assim que houver o registro formal de candidatura à reeleição, previsto para agosto de 2026. A sigla afirma que o enredo da escola Acadêmicos de Niterói configurou promoção eleitoral antecipada custeada com recursos públicos.
Em nota, o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, declarou:
“Não estamos diante de um debate político, mas de um fato jurídico. Houve propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público.”
Corte havia mantido desfile
Na semana passada, o próprio Novo tentou barrar a apresentação por meio de liminar. O TSE negou o pedido sob o entendimento de que impedir previamente a apresentação poderia caracterizar censura.
Mesmo assim, os ministros decidiram manter o processo aberto para eventual análise de irregularidades após o evento.
Outras representações
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que também pretende recorrer à Justiça Eleitoral. Segundo ele, haverá uma ação “contra os crimes do PT na Sapucaí com dinheiro público”, citando ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à família.
Na Câmara, o deputado Zucco (PL-RS) informou estudar medidas judiciais por suposta violação à liberdade religiosa e abuso nos meios de comunicação.
