CPI do Crime Organizado: Flávio Bolsonaro e Moro titulares
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Oposição terá maioria na CPI do Crime Organizado; Flávio Bolsonaro e Moro estão entre os titulares

Flávio Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Colegiado foi criado por Alcolumbre após operação no Rio; petistas não assinaram pedido de instalação

A CPI do Crime Organizadoserá instalada na próxima terça-feira (4), com maioria de integrantes da oposição. O colegiado foi criado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

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Entre os titulares indicados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Sérgio Moro (União-PR). O grupo também contará com Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Podemos-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) como suplente. Caso Marcos do Val não reassuma o mandato, o senador Márcio Bittar (PL-AC) ocupará a vaga.

Partidos como PP e Republicanos ainda não oficializaram suas indicações, o que pode ampliar a maioria da oposição. O PT indicou Jaques Wagner (BA) e Rogério Carvalho (SE) como titulares, com Fabiano Contarato (ES) como suplente. Também há nomes próximos ao governo, como Otto Alencar (PSD-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

“Determinei a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira (4), em entendimento com o senador Alessandro Vieira. A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções. É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”, disse Alcolumbre em nota.

O requerimento que originou a CPI foi protocolado em fevereiro e recebeu 31 assinaturas, sem apoio da bancada petista. O colegiado investigará milícias e facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão de instalar a comissão ocorreu após a megaoperação no Rio, que deixou ao menos 64 mortos e reacendeu o debate sobre a presença das facções em comunidades.

Paralelamente, o Senado aprovou projeto que endurece o combate ao crime organizado. O texto, de autoria do ex-senador Flávio Dino — hoje ministro do STF —, amplia as hipóteses de prisão preventiva e prevê coleta de material genético de suspeitos de integrar organizações criminosas. O relatório final foi elaborado por Sérgio Moro.

A CPI terá 11 titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos.

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