Oposição tenta barrar decreto de Lula que fortalece Janja
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Oposição tenta barrar decreto de Lula que amplia estrutura para Janja

deputado da oposição, Rodrigo Valadares apresenta PDL para sustar decreto de Lula que amplia estrutura e cargos para Janja no Planalto
deputado da oposição, Rodrigo Valadares apresenta PDL para sustar decreto de Lula que amplia estrutura e cargos para Janja no Planalto

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Rodrigo Valadares (União-SE) afirma que medida cria “mordomias e privilégios” com dinheiro público

O vice-líder da Oposição na Câmara, Rodrigo Valadares (União-SE), protocolou nesta segunda-feira (13) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 815/2025 para sustar os efeitos do decreto do presidente Lula que amplia os poderes e a estrutura à disposição da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

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Segundo o parlamentar, ao legitimar por decreto o uso da estrutura estatal em favor do cônjuge presidencial, o governo cria um precedente perigoso e expõe a administração pública a riscos de desvio de finalidade e mau uso de recursos públicos.

“Lula transforma o governo em extensão da própria casa. Não mede esforços para garantir mordomias e privilégios para ele e seus aliados — enquanto o povo é quem paga a conta. O governo do PT é o da gastança e do desperdício: gasta sem limites e depois cria impostos para cobrir o rombo. Lula gasta, o brasileiro paga!”, afirmou Valadares.

O PDL busca anular o decreto nº 12.604/2025, que cria uma estrutura oficial e cargos públicos destinados ao atendimento da primeira-dama dentro do Gabinete Pessoal da Presidência, institucionalizando funções inexistentes até então.

Valadares também lembrou que, desde o início do atual governo, Janja tem se envolvido em polêmicas sobre o uso da estrutura federal, sem exercer cargo público.

“Entre 2023 e 2024, a chamada ‘equipe informal’ da primeira-dama já custou quase R$ 4 milhões aos cofres da União. Além disso, ela exerce influência direta na escolha de ministros e até em políticas públicas. Isso é um escândalo e um desrespeito com o dinheiro do contribuinte”, disse o deputado.

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