Oposição aciona TCU e PGR para investigar iate usado por Lula na COP30
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Oposição aciona TCU e PGR para investigar iate usado por Lula na COP30

Sanderson criticou a decisão de não utilizar um navio da Marinha, disponível gratuitamente
Sanderson criticou a decisão de não utilizar um navio da Marinha, disponível gratuitamente. Foto: Republicação

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Sanderson questiona transparência e gastos públicos com embarcação utilizada como hotel flutuante

A oposição na Câmara dos Deputados, por meio do vice-líder Ubiratan Sanderson (PL-RS), acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar possíveis irregularidades na contratação do iate Iana III, utilizado como hospedagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP30, em Belém (PA).

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O processo no TCU está sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues.

O barco foi alugado da empresa Icotur Transporte e Turismo, que intermediou a negociação com os proprietários.

Por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), a Presidência da República afirmou que a escolha levou em conta critérios de segurança, conforto e custo, destacando que a diária média de R$ 2.647 por pessoa representou a opção mais adequada em relação à hotelaria convencional.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA:

“A Presidência da República informa que a opção pela embarcação Iana III, utilizada para hospedagem do presidente e parte da equipe durante a COP 30, em Belém, foi definida com base em critérios técnicos de segurança, logística e economicidade, conforme o Decreto nº 4.332/2002 e a Portaria Interministerial SG-PR/GSI-PR nº 2/2022, que regulamentam as viagens presidenciais.

A proposta apresentada pela empresa ICOTUR Transporte e Turismo Ltda, no valor médio diário de R$ 2.647,00 por pessoa, representou a alternativa mais econômica e operacionalmente adequada em relação às opções disponíveis na hotelaria convencional.

A Presidência reforça que todas as decisões seguem planejamento antecipado, critérios de segurança e transparência, e que, por se tratar de viagem presidencial, as despesas que possam colocar em risco a segurança do Presidente da República, do Vice-Presidente da República e de seus familiares estão classificadas no grau reservado, nos termos que dispõem o §2° do art. 24 da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, c/c art. 29 do Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012.”

Sanderson criticou a decisão de não utilizar um navio da Marinha, disponível gratuitamente, e afirmou que o episódio evidencia falta de transparência no uso de recursos públicos.

“Enquanto o governo prega austeridade e fala em cuidar do povo, gasta recursos públicos para garantir luxo e conforto ao presidente. É preciso transparência e respeito com o dinheiro do contribuinte”, afirmou o parlamentar.

O Iana III já esteve no centro do debate em 2021, quando foi usado em ações sociais do governo do Amazonas em Coari (AM). Na ocasião, a Justiça Eleitoral investigou o possível uso político da embarcação e desvio de finalidade na entrega de benefícios e cestas básicas.

O barco permanece atracado na Base Naval de Val-de-Cans, servindo como alojamento do presidente e sua equipe durante a conferência climática.

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