Fraude fiscal bilionária no setor de combustíveis é investigada
Jonathas Assunção, ex-secretário-executivo da Casa Civil comandada por Ciro Nogueira durante o governo Bolsonaro, é um dos alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira (27) que mira dezenas de empresas do setor de combustíveis.
Assunção atua como executivo da Refit, uma das principais refinarias investigadas, e responde a mandado de busca e apreensão de documentos. A investigação apura um esquema de fraude fiscal suspeito de gerar um rombo bilionário.
Durante seu período na Casa Civil, a mulher de Assunção foi nomeada por Ciro Nogueira para um cargo no Ministério de Minas e Energia com salário de R$ 13 mil. Além disso, Assunção já foi chefe de gabinete de Braga Netto, preso no inquérito do núcleo golpista, e figura como uma das testemunhas indicadas por Bolsonaro no caso do golpe de Estado.
Em 2022, mesmo após ter seu nome recusado, Assunção foi eleito para o Conselho de Administração da Petrobras. No Congresso, ele chegou a ser apelidado de “gerente” do orçamento secreto, referência à sua atuação em articulações de recursos parlamentares.
