OMS descarta "surto maior" de hantavírus - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Saúde

OMS descarta “surto maior” de hantavírus

Tedros diz que situação segue sob controle, mas não descarta novos casos nas próximas semanas

OMS descarta "surto maior" de hantavírus
Photo: CDC/Cynthia Goldsmith

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Por Redação

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta manhã (12) que não há sinais de um surto mais amplo de hantavírus associado a um cruzeiro no Oceano Atlântico.

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“Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, disse Tedros em coletiva.

Até agora, foram confirmados 11 casos da doença, com 3 mortes registradas. Os registros envolvem passageiros e tripulantes do navio MV Hondius. Segundo a OMS, nove infecções foram classificadas como cepa Andes e duas seguem como prováveis.

“Não houve nenhuma morte desde o dia 2 de maio, quando a OMS foi informada pela primeira vez sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão.”

Tedros informou que os países responsáveis pelos passageiros repatriados devem manter o acompanhamento clínico individual: “A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e estamos acompanhando cada um desses relatos junto aos respectivos países”.

A recomendação da entidade é monitoramento por 42 dias após a última exposição, registrada em 10 de maio, com validade até 21 de junho, podendo ocorrer em quarentena institucional ou domiciliar.

“Qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, afirmou o diretor.

A declaração ocorre no mesmo dia em que a Espanha confirmou um novo caso ligado ao navio. Uma passageira testou positivo após ser internada em quarentena em um hospital militar em Madri.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a paciente apresentou febre e dificuldade respiratória, mas permanece estável e “sem deterioração clínica evidente”. Ela integra um grupo de 14 espanhóis evacuados no domingo. Os demais testaram negativo.

De acordo com a OMS, a cepa Andes é uma variante rara do hantavírus com potencial de transmissão entre pessoas em situações específicas de contato próximo. O vírus é geralmente associado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

A doença pode causar febre, calafrios e dores musculares e evoluir para insuficiência respiratória grave, com incubação entre uma e oito semanas. Tedros reforçou ainda a recomendação de quarentena por 42 dias para passageiros evacuados.

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