Leio que a missão que vai aos Estados Unidos tentar evitar as sanções tarifárias de Donald Trump não tem encontros marcados na Casa Branca ou no Departamento de Estado. No máximo, vão ao Capitólio, que está esvaziado por causa da antecipação do recesso de verão.
Caso encontrem alguém relevante do Partido Republicano, alguém com acesso a Trump, nossos senadores dizem que vão alertar os EUA de que o embargo econômico só empurrará o Brasil para a China. Uma conclusão óbvia e rasteira, sem força para adiar a aplicação da tarifas a partir de 1 de agosto.
A única chance de sucesso da tal comitiva seria reconhecer o “regime de censura ridículo” instaurado no Brasil pelo Supremo e por Lula, deixando claro o apoio do Senado brasileiro à aplicação da Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes e seus colegas. Talvez, assim, fosse possível convencê-los a não punir toda a sociedade.
Desde o envio da carta em que anunciou a aplicação das sanções, Trump deixou claro seus motivos. Em reação, Lula disse que o presidente americano, se fosse brasileiro, seria condenado e preso; enquanto Moraes dobrou a aposta impondo o uso de tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro.
Hoje, fomos informados de que Davi Alcolumbre e Hugo Motta correm o risco de virarem ambos alvos das mesmas sanções, inclusive com a perda do visto americano. Também ficamos sabendo que a defesa da Rumble e da Trump Media pediu à Justiça da Flórida que envie a ação contra Moraes ao Departamento de Estado para aplicação da Magnitsky.
Corram, senadores! Ou nem saiam de casa.
