O "pacote antifacção" de Lewandowski - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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O “pacote antifacção” de Lewandowski

Ricardo Lewandowski integrou comitê estratégico do Master
Ricardo Lewandowski integrou comitê estratégico do MasterMarques/Agência Brasil

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Por Redação

Pacote antifacção deve endurecer penas e criar banco de dados para monitorar facções

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, planeja encaminhar ainda nesta quarta-feira (22) ao Congresso Nacional um pacote “antifacção”, que deve complementar a PEC da Segurança Pública, alvo de diversas críticas de governadores e prefeitos.

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O texto deve endurecer penas contra integrantes do crime organizado, com foco no PCC, CV e nas milícias.

Os principais pontos que devem estar na proposta são:

  • Pena de reclusão de 12 a 30 anos para homicídio praticado por ordem ou benefício de organização criminosa qualificada. O crime passaria a ser considerado “hediondo”.
  • Pena de 8 a 15 anos quando facções controlarem territórios por meio de violência e silêncio forçado dos moradores.
  • Crime de organização criminosa simples passaria a ter pena de 5 a 10 anos, ante os atuais 3 a 8 anos.

O pacote também deve abordar a criação de um banco de dados nacional para rastrear ações e integrantes das facções.

PEC da Segurança Pública

A proposta, considerada prioritária pelo governo Lula, visava conferir “status constitucional” ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e autoriza o governo federal a definir diretrizes nacionais “quanto à política de segurança pública e defesa social”.

De acordo com a proposta petista, estados e municípios deverão seguir um modelo unificado em áreas como protocolos operacionais, produção de estatísticas, emissão de documentos e compartilhamento de dados.

A PEC já passou pela CCJ da Câmara, mas teve mudanças fundamentais. Dois pontos considerados “problemáticos” foram retirados:

  • o que previa competência privativa da União para legislar sobre “normas gerais de segurança pública, defesa social e sistema penitenciário”.
  • a exclusividade para apuração de infrações penais por parte das polícias civil e federal, o que na prática retirava essa competência da PRF, que deverá se transformar em Polícia Viária Federal.

Atualmente, a proposta se encontra em uma comissão especial, antes de ir para o Plenário da Casa.

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