Como todo Carnaval tem seu fim, o Bolsa Família também precisa acabar. Hoje, o Banco Central divulgou levantamento mostrando que famílias integrantes do programa gastaram em agosto R$ 3 bilhões em apostas online via Pix, numa média de R$ 100 por família. O montante é cerca de 20% do total de R$ 14,1 bilhões distribuídos no mês passado. Para que não haja dúvidas, 4 milhões (70%) dos apostadores são chefes de família. Hoje, mais de 56 milhões de famílias recebem o Bolsa Família.
O que era um programa de renda mínima para mitigar a fome daqueles que se encontram em situação de miséria, tornou-se uma ferramenta de proselitismo político e captação de votos. Boa parte dos beneficiários burlam os controles governamentais para se locupletarem, sem pudor, como fazem os corruptos que ajudaram a eleger. Uns gastam o dinheiro obtido ilegalmente em cassinos de paraísos fiscais, outros vão de bet.
Por trás desse comportamento, está uma cultura generalizada de desprezo pelo trabalho, de repúdio ao empreendedorismo e de menosprezo à honestidade. Todos querem se dar bem, todos querem um atalho para o sucesso material, os fins justificam os meios. Os donos das bets são como drug dealers, dedicados a alimentar o vício de seus clientes, pobres ou ricos. Ao longo de 2024, os brasileiros direcionaram até R$ 21 bilhões para jogos de azar e apostas online, ótimas lavanderias de dinheiro do crime organizado e da corrupção. No Brasil, elas já são mais de 520 em atividade.
