Empresário amigo de Toffoli integrou fundo do Tayayá após saída de irmãos do ministro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Empresário amigo de Toffoli integrou fundo do Tayayá após saída de irmãos do ministro

Alberto Leite foi sócio de resort após saída de irmãos de Toffoli e recebeu ministro em camarote da Champions

Empresário Alberto Leite afirma que não tem vínculos com Dias Toffoli após ter sido sócio de resort ligado a familiares do ministro e recebê-lo em camarote da Champions League.
Empresário Alberto Leite afirma que não tem vínculos com Dias Toffoli após ter sido sócio de resort ligado a familiares do ministro e recebê-lo em camarote da Champions League

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Por Redação

O empresário Alberto Leite, amigo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, passou a integrar indiretamente a sociedade do resort Tayayá ao assumir, em fevereiro de 2025, o controle do Fundo Arleen, que detinha participação minoritária no empreendimento no Paraná. A apuração é da Folha de São Paulo.

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Não houve transação direta entre Alberto Leite e os irmãos de Toffoli. A família do ministro vendeu sua participação no Tayayá antes da entrada do empresário no fundo.

Em fevereiro de 2025, José Eugênio Toffoli e José Carlos Toffoli alienaram suas cotas no resort ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Dias depois, Leite adquiriu o Fundo Arleen, que já era sócio minoritário do Tayayá desde 2021.

O Fundo Arleen havia integrado, por cerca de quatro anos, a sociedade do empreendimento ao lado dos irmãos de Toffoli e de um primo do ministro. O fundo não pertenceu à família do magistrado.

À época da aquisição do Arleen por Leite, não havia informações públicas sobre investigações envolvendo o Banco Master, nem Dias Toffoli era relator de processos relacionados à instituição.

O Arleen era anteriormente controlado pelo Fundo Leal, ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O fundo deixou essa estrutura após a venda ao empresário. O Arleen não é alvo de investigação.

Leite permaneceu no controle do fundo até julho de 2025, quando o Arleen vendeu sua participação no Tayayá a Paulo Humberto Barbosa, que se tornou o único proprietário do resort.

Segundo o empresário, a aquisição ocorreu por meio da Sombreiro Participações, descrita como braço imobiliário do grupo, em operação regular e registrada nos órgãos competentes.

“A participação minoritária do Fundo Arleen no Tayayá, de 15,66%, foi vendida […] com base em análise técnica pautada na geração de lucro no período. A operação foi regularmente registrada em todos os órgãos competentes, com total transparência”, afirmou.

Após a venda, o Fundo Arleen passou a deter apenas participações societárias em empresas do grupo de Leite e recursos financeiros da operação. O empresário informou que o fundo iniciou processo de liquidação em julho de 2025, concluído em dezembro do mesmo ano.

A relação de amizade entre Leite e Toffoli tornou-se pública em 2024, quando o ministro assistiu à final da Champions League, em Londres, em camarote do empresário. O STF informou ter custeado despesas de segurança.

Leite reconhece a amizade, mas afirma não haver vínculos comerciais com o ministro ou seus familiares. “Nem Alberto Leite nem quaisquer de suas empresas possuíram ou possuem vínculos societários ou relações comerciais com o ministro Dias Toffoli ou com seus familiares”, declarou.

O Banco Master é investigado em inquérito que apura a venda de créditos ao BRB. O caso tramita no STF sob relatoria de Dias Toffoli.

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