O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) investiga três novos casos suspeitos de gripe aviária no Brasil, após confirmar o primeiro foco em Montenegro, Rio Grande do Sul. Uma das granjas sob suspeita fica a 3km de distância da fazenda onde o primeiro caso foi encontrado, no município de Montenegro. O Mapa declarou situação de emergência num raio de 10km e vistoriou 29 das 30 propriedades rurais da região.
Em Tocantins, a apuração acontece em Aguiarnópolis, cidade próxima ao Maranhão. As aves sob suspeita são para consumo da própria família do produto. “Não possui impacto no comércio internacional”, informa a nota do ministério. Amostras coletadas levadas para laboratórios devem ter seus resultados divulgados nesta segunda-feira (19).
Prevenção
Para conter o avanço, o Mapa instalou no Rio Grande do Sul cinco barreiras de bloqueio de trânsito, com mais duas previstas, e quatro barreiras de desinfecção. O objetivo é controlar o fluxo de animais entre uma fazenda e outra.
Na propriedade de Montenegro, todos os ovos e aves foram descartados. A limpeza de todas instalações também está sendo feita, disse o ministério.
Impacto nas exportações
O anúncio do primeiro caso fez a China, maior parceiro comercial do Brasil, suspender por 60 dias as importações de frango brasileiro. União Europeia e outros 8 países adotaram a mesma medida: Japão, Argentina, África do Sul, Coreia do Sul, Canadá, México, Chile e Uruguai.
Segundo ministro do Mapa, Carlos Fávaro, a suspensão acontece porque esses países não assinaram o “protocolo brasileiro de contenção“, que prevê o bloqueio de importação apenas para a região do foco e não para todo o território nacional.
Àrabia Saudita, Emirados Àrabes Unidos e Filipinas, assinantes do protocolo”, suspenderam compras de aves vindas apenas do Rio Grande do Sul. A compra de frangos de outros estados continua.
Baixo risco para humanos
Apesar do crescimento de focos, o governo destaca o baixo risco de transmissão para humanos, restrito a tratadores e produtores com contato direto com aves infectadas. “Não é transmitida pelo consumo de carnes de aves, nem de ovos”, reforça o ministério.
