Região que sediará a COP30 tem desempenho mais baixo do país no índice de 2025
A Região Norte ocupa a última posição no Índice de Inovação dos Estados de 2025, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado repete o cenário de 2021. O levantamento ganha destaque porque Belém, no Pará, será sede da COP30, em novembro.
No ranking geral, o Sudeste ficou em 1º lugar, seguido por Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Entre os estados do Norte, o Amazonas aparece em 16º lugar, à frente do Pará (18º), Rondônia (21º), Roraima (23º), Amapá (24º), Acre (26º) e Tocantins (27º).
O Pará se destacou em sustentabilidade ambiental (8º) e produção científica (9º). No entanto, ficou em 23º lugar em intensidade tecnológica e criativa e em 26º em competitividade global. Em infraestrutura, ocupa a 13ª posição.
O índice avalia 12 indicadores, entre eles capital humano, investimento público em ciência e tecnologia, infraestrutura, empreendedorismo, propriedade intelectual e sustentabilidade. O estudo foi desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a CNI.
No resultado nacional, São Paulo manteve a liderança pela quinta vez consecutiva, seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Entre os maiores avanços, estão Mato Grosso do Sul (11º), que subiu cinco posições, e Ceará (7º), Alagoas (22º) e Acre (24º), que avançaram três colocações cada. O Maranhão teve a maior queda, caindo para o 27º lugar.
De acordo com a CNI, o Mato Grosso do Sul se destacou em investimento público em ciência e tecnologia, enquanto Rondônia subiu do último para o 17º lugar nesse mesmo critério. Outros avanços vieram de Goiás, Piauí e Alagoas em capital humano e instituições, além de melhorias em infraestrutura em estados do Centro-Oeste e Nordeste.
